{"id":546,"date":"2024-06-24T15:57:05","date_gmt":"2024-06-24T15:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/imprensanacional.nonogenisoft.com\/?p=546"},"modified":"2024-06-25T12:24:33","modified_gmt":"2024-06-25T12:24:33","slug":"academico-angolano-confidencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/imprensanacional.nonogenisoft.com\/?p=546","title":{"rendered":"ACAD\u00c9MICO ANGOLANO CONFIDENCIA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">IMPRENSA NACIONAL \u00c9 A VANGUARDA DA LIBERDADE DE IMPRENSA EM ANGOLA<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma aut\u00eantica aula magna ecoou no refeit\u00f3rio da Imprensa Nacional, que se transformou em audit\u00f3rio para dar brilho ao 3 de Maio, o dia consagrado pela UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura) como da Liberdade de Imprensa. Sob o tema \u00abImprensa Nacional: jornais, difus\u00e3o de ideias e mobilidade social (1845- -1923)\u00bb, o Espa\u00e7o Cultural Tululuka da empresa n\u00e3o quis ficar alheio \u00e0 efem\u00e9ride e convidou o Prof. Jo\u00e3o Pedro Cunha Louren\u00e7o que, de forma sint\u00e9tica mas profunda, percorreu o per\u00edodo em an\u00e1lise, tendo referido que \u00aba Imprensa Nacional contribuiu, de forma decisiva, para o surgimento de determinadas classes profissionais, como gr\u00e1ficos, jornalistas, escritores e livreiros, que est\u00e3o associados a si e, concomitantemente, \u00e0 liberdade de imprensa e express\u00e3o devido, sobretudo, a circula\u00e7\u00e3o de ideias\u00bb. Num cen\u00e1rio contagiante e de elevado valor hist\u00f3rico-reflexivo, antecedido do movimento compassado da sensibilidade musical de Aline Fraz\u00e3o que, com a sua \u00abLangidila\u00bb \u2014 can\u00e7\u00e3o em homenagem \u00e0 intelectual angolana Deolinda Rodrigues \u2014 retratou de forma indel\u00e9vel, cadenciada e po\u00e9tica a liberdade de imprensa e de express\u00e3o no Pa\u00eds. O acad\u00e9mico, especialista em hist\u00f3ria e cultura, fez um paralelismo de elevado interesse intelectual entre o ensino, o conhecimento e a circula\u00e7\u00e3o de ideias, advogando que a liberdade de imprensa \u00e9 uma faceta da liberdade de express\u00e3o. \u00abQuando falamos de ensino, estamos a falar de conhecimento e quando falamos de conhecimento, estamos a falar de circula\u00e7\u00e3o de ideias. Logo, a liberdade de imprensa ultrapassa a imprensa; \u00e9 a liberdade de express\u00e3o\u00bb, defendeu o prelector de forma categ\u00f3rica, eloquente e elucidativa. Ao longo da sua concisa, mas abrangente abordagem, o quadro s\u00e9nior do Minist\u00e9rio da Cultura e Turismo considerou o Tip\u00f3grafo como das profiss\u00f5es mais relevantes da \u00e9poca para a circula\u00e7\u00e3o de ideias, contribuindo decisivamente para a mobilidade social, a difus\u00e3o de ideias e do conhecimento. Na sua vis\u00e3o, \u00abos panfletos do Tip\u00f3grafo foram factores mobilizadores de grande relevo, convertendo-se num dos maiores marcos da difus\u00e3o de ideias nacionalistas. Assim, a Imprensa Nacional \u00e9 o baluarte do conhecimento, da literatura, do jornalismo, da ind\u00fastria gr\u00e1fica e da liberdade de express\u00e3o\u00bb, aludiu o antigo Director da Biblioteca Nacional de Angola e do Museu de Escravatura. A finalizar, e instado a relacionar o est\u00e1gio da liberdade de imprensa, no Pa\u00eds, naquele long\u00ednquo per\u00edodo com a actualidade, e a abordar os caminhos e a contribui\u00e7\u00e3o da imprensa privada para o pluralismo de ideias, o historiador enfatizou que \u00abh\u00e1 uma continuidade na luta de liberdade de imprensa desde os prim\u00f3rdios do surgimento da imprensa em Angola\u00bb. Para ele, a imprensa n\u00e3o se reflecte no privado como independ\u00eancia. Deriva-se da perspectiva e do modelo de abordagem, dando uma s\u00e9rie de exemplos para fundamentar os seus argumentos de raz\u00e3o. Por conseguinte, o exemplo mais significativo foi o referente aos dois maiores jornais privados da \u00e9poca, nomeadamente \u00abA Civiliza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica Portuguesa\u00bb \u2014 primeiro peri\u00f3dico surgido na Angola Colonial, atinente aos anos de 1866 a 1869 \u2014 e o \u00abO Com\u00e9rcio\u00bb, em que se rivalizavam em v\u00e1rios itens, mas o Tr\u00e1fico de Escravos foi o mais elucidativo. O primeiro defendia a aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico negreiro, ao passo que o segundo subscrevia a sua perman\u00eancia. \u00abEm rela\u00e7\u00e3o ao mundo da imprensa livre e n\u00e3o livre, tudo depende da perspectiva, do dono (propriet\u00e1rio) e dos interesses na abordagem\u00bb, sentenciou, recebendo rasgados elogios dos presentes, bem como dos que assistiam via zoom, como reconhecimento un\u00e2nime da sua elevada prelec\u00e7\u00e3o, vincada no fecho do certame pelo Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, Lando Sebasti\u00e3o Teta, quando felicitou o palestrante \u00abpela aut\u00eantica aula brindada em que todos tiveram mais subs\u00eddios e conhecimento sobre o percurso brilhante da Imprensa Nacional\u00bb. \u00abGerir sem conhecer a hist\u00f3ria da Imprensa Nacional parece-nos disparar no escuro\u00bb, confidenciou o homem forte da empresa, rematando que a Institui\u00e7\u00e3o que dirige pretende posicionar-se como um Centro de Cultura, de Conhecimento e de Ideias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IMPRENSA NACIONAL \u00c9 A VANGUARDA DA LIBERDADE DE IMPRENSA EM ANGOLA Uma aut\u00eantica aula magna ecoou no refeit\u00f3rio da Imprensa Nacional, que se transformou em audit\u00f3rio para dar brilho ao 3 de Maio, o dia consagrado pela UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura) como da Liberdade de Imprensa. 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