O TABACO: RELEVÂNCIA ECONÓMICA E IMPLICAÇÕES SOCIAIS

31 DE MAIO — DIA MUNDIAL SEM TABACO

O tabaco é uma planta do género nicotínico com mais de cinquenta espécies diferentes. O seu cultivo tem elevada importância económica e social e, especialmente, pela qualidade de vida que proporciona às populações das áreas produtoras. Ou seja, além da geração de renda e emprego que proporciona, o sector exerce contribuição importante para a balança comercial do país produtor. Sob o prisma social, a actividade acarreta melhores condições de saúde, educação e segurança na região onde a cultura se concentra. E no contexto internacional, o seu cultivo ocorre tanto em países emergentes quanto nos desenvolvidos. É, verdade seja dita, um produto do qual mesmo os menores países em desenvolvimento podem derivar benefícios sociais e económicos imediatos, tangíveis. Por isso, as contribuições fiscais e outros indicadores económicos são frequentemente empregados pelas indústrias do tabaco para supostamente demonstrar as suas contribuições para a economia de um país. Todavia, as cifras fornecidas pelas empresas não somente exageram a importância económica desta indústria como também ignoram os custos sociais, ambientais e sanitários acarretados pelo tabaco e seus derivados. As alegações de beneficiar a economia e criar muitos empregos, apoio à arte, são desmentidas veementemente pelos riscos à saúde. A maioria das pessoas sabem disso, mas ignoram literalmente. O consumo de tabaco pode ser tipificado como um problema de saúde pública, pois contribui para o cancro pulmonar, ataques cardíacos e muitas outras doenças que matam centenas de milhares de pessoas anualmente. Como se todo esse mal não bastasse, os pesquisadores continuam a descobrir cada vez mais riscos à saúde resultantes do hábito de fumar. O tabaco e suas implicações à saúde. O tabagismo é definido como uma doença crónica provocada pela dependência à nicotina. A nicotina, por seu turno, é uma substância química encontrada nas folhas do tabaco, um grupo de plantas pertencentes à família das Solanáceas, e que pode ser encontrada em diversos produtos derivados dessa planta. Dentre os produtos derivados do tabaco podemos citar o cigarro, cachimbo, cigarro de palha, tabaco para narguilé, dispositivos electrónicos para fumar, rapé e outros. Por conseguinte, há grande concordância nos estudos concernente aos danos que o tabaco provoca à saúde do homem, afectando, de forma significativa, quase todos os órgãos do corpo, tais como: Pulmão — a fumaça do tabaco contém mais de 50 substâncias químicas cancerígenas, sendo ele o responsável por 90% de todos os casos de cancro de pulmão. A fumaça do tabaco também pode causar cancro em outros órgãos, incluindo boca, traqueia, esôfago, garganta, laringe, fígado, pâncreas e bexiga. Além disso, a fumaça do tabaco aumenta as chances de doenças respiratórias como pneumonia e gripe; Coração — os fumantes têm mais risco de sofrer um derrame ou de desenvolver uma doença do coração. Isto porque o monóxido de carbono presente na fumaça do tabaco passa com facilidade dos pulmões para a corrente sanguínea, ocupando o lugar do oxigénio. Com menos oxigénio no sangue, o coração precisa de trabalhar mais para levar oxigénio para o corpo; Efeitos na Gravidez — as mulheres que fumam durante a gravidez aumentam o risco de o bebé nascer prematuro, abaixo do peso ou com algumas deficiências, como lábio leporino. Esses bebés também podem desenvolver problemas respiratórios ou sofrer a síndrome da morte súbita na infância. Com tal aumento contínuo de perigos à saúde, que constantemente vêm sendo trazidos à luz, não é de surpreender que muitas agências protestem contra os lastimavelmente inadequados avisos nos pacotes de cigarros e as propagandas. Certa pesquisa revela que menos de 3% das pessoas nem sequer notam tais avisos, muito menos se dão por avisadas. Mas a poderosa politicagem por parte da indústria de cigarros ainda prevalece. E milhões de pessoas em todo o mundo continuam a sucumbir ao fumo, àquilo que é chamado o mais grave problema de saúde pública. O comércio ilícito do tabaco como estímulo ao consumo. O comércio ilícito do tabaco representa grande problema para a saúde, economia e segurança em todo o mundo. Estima-se que em cada 10 cigarros e produtos derivados do tabaco consumidos globalmente é ilícito. O comércio ilícito é apoiado por vários intervenientes, desde pequenos vendedores a redes bem organizadas. Inicialmente, é preciso registar que o tabaco é historicamente consumido no mundo sob várias formas de produtos, cuja demanda guarda estreita vinculação não apenas com a condição de renda dos indivíduos consumidores, mas também, com as práticas culturais e simbólicas, e com os costumes quotidianos próprios dos diferentes grupos sociais presentes nas distintas regiões e lugares do mundo.No caso de Angola, o comércio e o consumo do tabaco vê-se nitidamente em todas as artérias da Cidade de Luanda, especialmente nas paragens de táxi, onde podemos ver bancadas de vendas e todas as camadas da sociedade (adultos, jovens e, até, adolescentes e mulheres) fazerem o uso do mesmo ao ar livre. Para se colmatar este quadro, a Organização Mundial da Saúde — OMS, em 2005, implementou um tratado internacional chamado Convenção-Quadro para o controlo do tabaco, com a expectativa de diminuir o seu consumo. O documento traz medidas para reduzir o consumo de cigarros no mundo, como a proibição de propaganda, advertências sobre os malefícios do cigarro nas embalagens e, no que diz respeito aos produtores rurais, o apoio à actividade alternativa para a geração de renda. Neste quesito, a Imprensa Nacional-E.P. tem contribuído para o combate ao comércio ilícito por apostar num projecto de magna importância em parceria com a AGT (Selos de Segurança de Angola no âmbito do PROSEFA) no combate ao comércio ilegal não só de bebidas, mas também de tabaco. Com o objectivo de realçar a efeméride do Dia Mundial sem Tabaco, que é comemorado em 31 de Maio, a Instituição Gráfica Estratégica, como divulgadora das boas práticas, leva a cabo este tema a fim de relembrar e sensibilizar os colaboradores que fazem uso dessa substância a darem importância aos efeitos nocivos do tabaco à saúde, porque não é só a saúde do usuário que fica comprometida, mas também, como vimos, a dos não-fumantes e, concomitantemente, da Organização que se vê a fio na estabilização física e psico-emocional do seu colaborador para o alcance das metas. O Dia Mundial sem Tabaco, instituído pela Organização Mundial da Saúde em 1987, foi criado com o objectivo de consciencializar a população sobre os problemas relacionados com o uso do tabaco. Tendo em conta que os dados da Organização Mundial da Saúde indicam que mais de 93 mil mortes por anos são causadas pela exposição ao fumo passivo.

A luta contra o tabagismo deve ser uma luta de todos, pois que a pessoa que não fuma, mas que fica exposta à fumaça de um cigarro aceso ou à fumaça exalada por um fumante no mesmo ambiente (fumante passivo) pode vir a apresentar muitos dos mesmos problemas que os fumantes, principalmente no caso de exposição repetida e prolongada. Tendo em conta tudo que foi exposto, propomos o seguinte: a) Não fazer o uso do cigarro cá na instituição em locais onde há circulação dos outros colaboradores; b) Não usar o mesmo nas casas de banho e pátio; e c) Não conversar com o seu colega enquanto usa o cigarro.