LANÇAMENTO DA LEI GERAL DO TRABALHO

MEDIDA SÓBRIA NUM ACTO DESCONEXADO

A Imprensa Nacional-E.P. lançou Sábado, 10 de Fevereiro, em simultâneo no Campo Manuel Berenguel da Rádio Nacional de Angola (RNA) e no Quintal da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), a Lei Geral do Trabalho (LGT), versada no compromisso da Instituição do resgate do papel de vanguarda editorial de Angola, alicerçada na contínua edição de livros, sobretudo os técnico-científicos.
Trata-se de um livro de interesse geral, mas com maior ênfase para os gestores de recursos humanos e os fazedores de direito, nomeadamente procuradores, juízes, advogados, legisladores e estudantes. Por conseguinte, a Lei n.º 12/23, de 27 de Dezembro, publicada no Diário da República n.º 245/23, I Série, é o principal instrumento de regulação da relação laboral entre o patronato e os trabalhadores com principal incidência nos Contratos de Trabalho.
Tal facto constitui o principal apanágio do Estado Angolano (Executivo e Assembleia Nacional) quando se propôs proceder à revisão pontual da revogada Lei n.º 7/15, de 15 de Junho, «no sentido de torná-la mais eficaz, adaptando-a às necessidades concretas da realidade socioeconómica e política do País» e permitir o aumento e estabilidade do emprego.
Outrossim, o lançamento dessa obra de suma importância para qualquer trabalhador que se preze reveste-se, de forma inequívoca, do comprometimento do Conselho de Administração (CAD) em fazer da produção de livros uma mola impulsionadora de desenvolvimento da Organização, consubstanciada na visão sobre a educação, ciência e cultura, três pedras basilares de sustentabilidade de qualquer projecto.
Todavia, essa aposta do CAD deve ser acompanhada, na mesma paridade, pelos seus órgãos auxiliares, o que não tem vindo a acontecer nesses cenários, de acordo com a constatação in situ do BIIN, no campo da rádio-mãe de Angola.

Com efeito, o que se verificou foi constrangedor, porquanto houve uma desnecessária desconexão entre os principais actores da actividade, nomeadamente as Áreas Comercial, Financeira, Logística e Administrativa, senão vejamos:
a) Uma empresa com a envergadura da nossa não pode estar exposta ao ridículo, não criando as condições essenciais para a dimensão da actividade e da sua marca: tendas, mesas, toalhas e brindes personalizados, assim como «os feirantes gráficos» — liderados por Domingas da Graça (Coordenadora das Lojas), Carla de Sousa (Chefe da Loja Sede) e Malau Miguel (Promotor de Vendas) — convenientemente uniformizados com t-shirts com timbres e logotipos da Marca Imprensa Nacional¬-E.P. Portanto, a nossa Instituição parecia uma empresa vulgar, inserida no núcleo das PME (Pequenas e Médias Empresas);
b) O marketing funcionou a cerca de 55%, no qual a Directora Neid Guimarães teve papel crucial nessa subida percentual, envolvendo-se em contactos permanentes com os principais players das Rádios Nacional, Luanda e LAC, ao passo que o merchandising teve um desempenho sofrível (à volta de 15%), porquanto não havia nada de substancial que levasse a exposição à Organização. Foi uma falha sem tamanho, absolutamente deprimente para qualquer funcionário comprometido;
c) Os TPA (Terminais de Pagamento Automático) não funcionavam por falta de rede, entendível atendendo o contexto conjuntural, e de carga, que denota desorganização pura e simples, valendo, uma vez mais, a pronta intervenção da responsável da Área Comercial, accionando o Chefe da Loja de Talatona para, «com o seu TPA», acudir o imbróglio;
d) No que concerne à alimentação, foi outro empecilho, pois uma actividade cujo término estava aprazado para as 13h00 carecia, na visão do BIIN, de pequeno almoço e não foi o vivenciado, levando os «expositores legislativos» a recorrer aos cachorros e hambúrgueres da nossa urbe cosmopolita, e a directora foi a protagonista quer na ideia quer nas finanças, retirando do seu próprio bolso dinheiro para suprir falhas inaceitáveis no actual contexto de relançamento e expansão da imagem institucional além¬-fronteiras com as parcerias estratégicas que fortalece.


A actuação do marketing versus merchandising deve ser em sintonia com a actividade produtiva e comercial, mas dissociada dessas áreas. É uma área estratégica que pressupõe a imagem da Instituição, e exige-se sintonia estreita com a superestrutura para que o seu impacto tenha substância. Marketing implica acutilância e contactos saudáveis.
Portanto, tomamos como matriz referencial a Africell (empresa americana de telefonia), no mercado angolano desde Dezembro de 2021, dinamizadora do mercado, que já recuperou o capital e subiu para o segundo lugar do ranking com 24% da quota (vide Expansão, de 15/01/24), fruto de um marketing acutilante e actuante em todas as vertentes do mercado. Consciente de que a aquisição e/ou arrendamento de espaços seria dispendioso, investiu em tendas personalizadas e na contratação de promotores de venda eventuais, colocando-os em lugares estratégicos da urbe luandense.
Enfim, uma venda de 320 exemplares que valeu a pena, em contraponto a uma organização titubeante que não valeu a pena, o que urge uma mudança de men¬talidade ideológica, comercial, procedi¬mental e, sobretudo, de marketing versus merchandising e de comprometimento com a missão.