16 DE JUNHO VIVIDO A DUAS DIMENSÕES
CRIANÇAS E PROGENITORES EM APRENDIZADO
O Dia consagrado à Criança Africana foi vivido, na Imprensa Nacional-E.P., em duas dimensões com o intuito de aliar-se à recreação dos petizes o conhecimento aos seus protectores. Na primeira dimensão, 55 (cinquenta e cinco) criancinhas do Centro Infantil «Os Kitumbinhas» tomaram contacto com o manuseamento das diversas máquinas e outros materiais que suportam a Unidade Gráfica de Segurança — UGS, bem como foram minuciosamente esclarecidas as suas inquietações relativas ao processo produtivo dos diversos produtos da Organização. Os petizes e os seus acompanhantes percorreram aquela Unidade Estratégica onde são produzidos os documentos de alta segurança do Estado, utilizando as mais modernas tecnologias e procedimentos, e «encheram» os seus responsáveis de curiosidades, próprias da idade, maravilhando-se com o rolar dos motores.

Os Kitumbinhas foram guiados, nessa visita, pelas Educadoras Genilda Kitumba, Domingas Bumba, Maristela Mucuta e Luísa Pedro, e tiveram o suporte institucional da Direcção de Gestão de Recursos Humanos, Administração e Património — DGRHAP, encabeçada pela Chefe do Departamento de Recursos Humanos, Isabel Alexandre, e integrada pelas Técnicas Oriana Borges, Engrácia Sole, Florinda Samba e Isabel Siaguengo, que os brindaram com um lanche, composto por sumos e sandes, e o livro «Educar o seu filho», I Volume, de Muanda Mbiqui, tendo as acompanhantes sido agraciadas com a obra «Cultura do Coração», ambos editados e impressos pela Imprensa Nacional-E.P. Na segunda dimensão da efeméride, Genilda Kitumba e Maristela Mucuta deslocaram-se ao «Auditório Tululuka» para, em companhia dos responsáveis da Instituição, liderados pelo Administrador do Pelouro Administrativo e dos Recursos Humanos, Manuel António, auxiliado pelo Administrador do Pelouro Técnico e Tecnológico, Leonel Magalhães, participar na palestra subordinada ao tema: «A má alimentação: consequências para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança», bastante interactiva, diga-se em abono da verdade, proferida pela Nutricionista Josefina Miguel, apresentada por Abel Morais — Chefe do Departamento de Gestão Documental, e moderada por Hermenegildo Seca — Director de Edição e Publicação. A interactividade do acto iniciou de forma emocionante e cadenciada, quando, ao som do improvisado batuque do colaborador João Cunha, as vozes das meninas Denise Bernabé — de 17 anos,e Jazziláuria Chipongue — de 12 anos, ecoaram o espaço cultural, e, em companhia do moderador, homenagearam de forma exímia aquele instrumento musical africano com Recital em jogral do poema «Cante, Batuque». De seguida, o moderador voltou em cena, em cunho artístico, cantando Waldemar Bastos no imortalizado «Humbi Humbi Yange», convidando — e tendo o beneplácito — a plateia num momento interactivo jamais visto na Instituição. «Comer é uma necessidade, mas comer com inteligência é uma arte», finalizou a especialista em nutrição e dietética — citando La Rochefoucauld — após uma dissertação bem conseguida em que todos os presentes ficaram a saber que «ter uma alimentação saudável é ter variedade, adequação e equilíbrio» ou seja, deve-se incluir vários tipos de alimentos, fazer em função das necessidades e oferecer um alimento por grupo (carboidratos, proteínas, lípidos, vitaminas e sais minerais). Por conseguinte, o seguimento rigoroso dos 3 (três) elementos é a sustentação para um desenvolvimento cognitivo consentâneo.

De acordo com Josefina Miguel, a introdução alimentar à criança é fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo, pois, quando há défice de nutrientes, as crianças têm perda de peso, irritabilidade, apatia, pele seca, baixa imunidade, letargia, fraca assimilação e crescimento retardado. A técnica de saúde alimentar alertou para o facto de o excesso de nutrientes acarretar consequências nefastas para a criança, nomeadamente sobrepeso, cardiopatias e diabetes, apontando nos alimentos industrializados o maior perigo nesses males, devido à concentração de sódio. A palestrante falou, demoradamente, da importância do ovo como alimento completo para uma dieta sadia, porquanto a sua composição está envolta de inúmeros nutrientes, aconselhando que «o composto constituído por pasta de beterraba, banana e ovo é primordial ao desenvolvimento cognitivo da criança». Chamou a atenção para as consequências do consumo, sobretudo pelas crianças, de produtos químicos, com realce para o chá preto devido à inclusão de aditivos que alteram as cores, e outros possuem cafeína que altera o sistema cognitivo da criança, tornando-a hiperactivo, ou seja, com bastante energia. Para Josefina Miguel, tudo inicia no ventre. Portanto, adverte a mulher grávida sobre os inúmeros cuidados com a alimentação durante a gestação, devido à transmissão dos maus hábitos alimentares à criança. Ao finalizar o evento, o moderador e Director de Edição e Publicação, Hermenegildo Seca, agradeceu a audiência pela presença massiva e interacção sem precedentes, felicitou a palestrante pela aula alimentar reflexiva, resumiu a palestra e rematou: «Crianças bem alimentadas têm um futuro sadio e crianças mal alimentadas têm um futuro precário». Por seu turno, convidado a encerrar a actividade, o Dr. Manuel António felicitou os Drs. Josefina Miguel e Hermenegildo Seca, assim como a Direcção de Edição e Publicação, pelas formas brilhantes em que elevou, finalizou e organizou, respectivamente, o interessante acto. «Não há mais palavras», sentenciou, visivelmente regozijado.

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