IMPRENSAS OFICIAIS DE LÍNGUA PORTUGUESA
PARCERIA ESTRATÉGICA CONSOLIDA-SE
Uma delegação da Imprensa Nacional-E.P., liderada pelo PCA Lando Teta e integrada por responsáveis das Direcções de Compras e Logística — DCL, Edição e Publicação — DEP e do PROSEFA, efectuou, no mês de Julho, uma visita de 3 dias a Lisboa no sentido de estreitar a parceria entre as duas instituições, com foco nas áreas fabris, nomeadamente os edifícios Imprensa Nacional e da Casa da Moeda. A missão de trabalho de alto nível da Imprensa Oficial de Angola participou numa série de reuniões e visitas guiadas versadas nas 7 temáticas seleccionadas ao pormenor, concretamente: a) Produção de selos e etapas do controlo de qualidade; b) Armazenamento de materiais de segurança, condições logísticas e procedimento de controlo; c) Procedimentos operacionais no sistema ERP SAP; d) Procedimento de manutenção de equipamentos; e) Suporte ao planeamento de produção e controlo de qualidade; f) Recebimento de encomenda de cliente e planeamento das necessidades de produção; g) Constatação de produção de moeda. No que à Produção de selos e etapas de controlo de qualidade diz respeito, realizou-se uma reunião ao nível do Conselho de Administração entre as duas instituições na qual participaram responsáveis e versou na garantia do cumprimento dos prazos de atendimento das necessidades das encomendas dos agentes económicos solicitadas à Imprensa Nacional. Relativamente ao Armazenamento de materiais de segurança, condições logísticas e procedimento de controlo, foi realizada uma visita, começando pelo Armazém de Segurança, no qual o seu Director apresentou a Área de Recepção de Matéria-Prima de Segurança, vinda do fornecedor, explicou que nesta conexão não pode haver relação presencial entre o motorista que transporta o material e o Fiel de Armazém. De seguida a Área de Controlo de Qualidade faz a inspecção do referido material, com o critério seguinte: • Rótulo verde – matéria-prima em bom estado para a produção; • Rótulo vermelho – matéria-prima em mau estado para a produção; • Rótulo amarelo – matéria-prima em processo de análise.

O responsável referiu que o controlo das portas é feito pelo cartão de visita ou passe de serviço devidamente automatizado, ao passo que os consumíveis, com pesos unitários menores de 25 quilogramas, são armazenados numa máquina com o nome kardex, a qual tem cinco níveis de armazenamento. Neste quesito, a delegação visitou também a linha de produção de selos fiscais, com realce para o Código de Segurança. Procedimentos operacionais no sistema ERP SAP — Sistema de Gestão de Suporte de Trabalho foi o outro tema abordado nessa digressão e, no essencial, ficou-se a saber que o sistema está devidamente sincronizado com a logística, bem como com a Área de Produção, sendo que a máquina de armazenamento de consumível, vulgo kardex, está sistematizada com o referido ERP. Quanto ao apuramento da qualidade de matéria-prima, no que toca à impressão dos rótulos para informar o processo de avaliação, está alinhado também com o ERP com a impressão de leitura de Código de Barra com uma máquina apropriada para o efeito. No que concerne ao Procedimento de manutenção de equipamentos, existe um sistema de planeamento de manutenção preventiva de todo o imobilizado com demonstração do estado de cada equipamento numa tela, ao passo que o Suporte ao planeamento de produção e controlo de qualidade começa dessa análise da matéria-prima até ao produto acabado, sendo um processo permanente a nível da produção. Neste âmbito, visitou-se a linha de produção de cartões de cidadania portuguesa. O Recebimento de encomenda de cliente e planeamento das necessidades de produção foi a sexta cadeia da visita da missão de alto nível da Organização. Por conseguinte, o recebimento de encomenda de cliente é a ferramenta-chave para o aprovisionamento de matéria-prima e consumíveis. Com esta base, a Área de Planeamento consegue garantir o stock das necessidades durante um ano. No término desse interessante e proveitoso périplo à homóloga lusa, o PCA Lando Teta e os seus acompanhantes tiveram uma visita de constatação de produção de moeda, com realce para a Área Fabril de Moeda, desde o armazenamento da matéria-prima, processo de produção até ao embalamento do mesmo como produto acabado, pronto para ser expedido para o Banco Central. No seguimento da visita realizada à Casa da Moeda, a Direcção de Compras e Logística – DCL perspectiva o seguinte: a) Propor a aquisição de uma máquina de destruição de desperdício de documentos de segurança e alocá-la à Área de Produção; b) Transformar o Armazém de Consumíveis Gráficos em Armazém de Produtos de Segurança Acabados e adquirir uma porta com mais revestimento de segurança. No mesmo âmbito e perspectiva, a delegação da Imprensa Oficial de Angola esteve, dias antes, na Cidade da Praia para inteirar-se do estágio de desenvolvimento da sua congénere cabo-verdiana, fortalecer a parceria estratégica, assim como constatar in situ os procedimentos que tornam a homóloga insular referência de modernidade operacional, produtiva e de capital humano. Por conseguinte, os processos atinentes à edição do Boletim Oficial e à construção de uma gráfica moderna para a produção de cartões de alta segurança, selos fiscais e outros de relevância foram observados ao pormenor pela equipa angolana.
SEMBA EM VOGA
COOPERAÇÃO ENTRE IMPRENSA NACIONAL E UNAC GERA
SEU PRIMEIRO REBENTO
No dia 8 de Setembro de 2023, teve lugar, na Biblioteca da Imprensa Nacional-E.P., o lançamento da obra científica «Semba — Perfil Histórico», do cantor, compositor e autor Carlos Lamartine. A actividade contou com a participação de Manuel António, Administrador para a Área Administrativa e Recursos Humanos da Imprensa Nacional, Zeca Moreno, Presidente da Comissão Directiva da UNAC — União Nacional dos Artistas e Compositores, Euclides Dalomba — Vice-Presidente da UNAC, representantes da Liga Africana, directores das diversas áreas da Imprensa Nacional, fazedores de arte, entre escritores, pesquisadores, músicos, compositores e apreciadores da música angolana. Na ocasião, Manuel António, em representação do PCA Lando Sebastião Teta, disse que o lançamento da obra na Instituição entra no quadro da realização de um dos pontos do Plano Estratégico da Empresa, no qual a promoção da cultura nacional foi escolhida a dedo como sendo um dos objectivos a satisfazer. Tal eleição levou à consumação de um acordo com determinadas instituições, dentre as quais a UNAC, de onde se forja essa magnífica obra científica. Por seu turno, Zeca Moreno assegurou que a data da publicação da obra foi pensada no quadro das festividades natalícias das duas instituições, a Imprensa Nacional, a mais antiga do País, completando 178 anos, e a UNAC, a comemorar no presente ano 42 anos de existência, focado na dignificação e humanização da classe.

O representante cultural considerou a obra como uma imensa contribuição para a sistematização da música, dança e cultura angolanas, aconselhando a juventude a consumi-la como via de contrapor a alienação da globalização do mundo actual, pois, na sua visão, está-se na época do homem receptivo da desleitura e da pobreza da comunicação global. De acordo com o autor, a obra tem por objectivo geral inserir na sociedade um diálogo sério sobre a questão do Semba, no sentido de termos o que apresentar a nós mesmos e ao mundo, pois apenas deste modo se acabará com as variadas confusões que se tem vindo a criar entre o Semba e outros estilos afins, bem como estimular uma vivência que permita trilhar um caminho seguro na defesa do património cultural angolano. Lamartine orienta que a obra deve ser discutida parágrafo por parágrafo, afirmando que não é detentor da verdade do Semba. A obra contempla 328 páginas, iniciada por um monólogo dirigido ao autor, onde o Semba é considerado como a mãe do cancioneiro popular luandense, baseandose
no «kuboca», canto dolente intercalado com o doce assobio do pescador», de acordo com Tonicha Miranda, uma das vozes mais representativas do Semba, na versão feminina. Por conseguinte, Lamartine, o pesquisador estreante, adianta que com 60 anos imbuído na cultura nacional, apesar de não possuir o axioma sobre o Semba, consegue dizer, pelo que ouviu, viu e viveu, o que é e como se faz o Semba. Terminada a apresentação, amantes, artistas, académicos e demais presentes foram todos à compra «desse hino ao Semba» — venda recorde, ultrapassando 90%, de acordo com dados da DCCN — e a subsequente sessão de autógrafos, ao som da melodia, voz, guitarra e sintetizador da banda presente.

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