NOVEMBRO AZUL CELEBRADO COM NOTORIEDADE
CANCRO DA PRÓSTATA EM DEBATE
A 17 de Novembro de 2023, teve lugar no «Auditório Tululuka», antigo refeitório, a Palestra sobre o Cancro da Próstata, feita pela Dr.ª Beatriz Dolores da Silva, médica oncologista. A actividade, cujo objectivo se centrou na consciencialização dos colaboradores da Imprensa Nacional – E. P. a respeito da doença, foi fruto de um trabalho conjunto entre a Direcção de Gestão dos Recursos Humanos, Administração e Património (DGRHAP) e a Comissão Sindical, pelo que contou com a presença de directores, chefes de áreas e demais técnicos da Empresa. Com um auditório sem espaço para mais ninguém, a oncologista começou por esclarecer determinados equívocos em volta do tema, definindo cancro como o crescimento desordenado das células; tumor como qualquer inflamação que acomete determinado órgão do corpo; e próstata como um órgão masculino localizado abaixo da bexiga, sendo o cancro da próstata uma patologia exclusiva para homens. Segundo a oncologista, grande parte dos pacientes acorrem às unidades sanitárias já no último estágio da doença, onde já não se pode fazer muito, senão tratamentos paliativos. E dentre as várias razões que colaboram para essa situação, destacam-se os constrangimentos na discussão dos sintomas das doenças que acometem o sistema urinário, o medo do diagnóstico, a aversão ao toque retal e o desconhecimento da situação de saúde. Na sequência, acrescentou que não há um agente patológico que cause directamente o cancro da próstata, sendo que o único modo de controlar é ter em atenção os factores de risco como a idade acima dos 40 anos, a obesidade, a genética, os maus hábitos alimentares, a prática excessiva de sexo e com diversas parceiras, pois se expõe a próstata aos diversos riscos de infecção. Na visão de Eliana Capita, Técnica da DGRHAP, a palestra foi caracterizada como um momento de real aprendizado na qual houve bastante interacção entre a palestrante e os colaboradores, com perguntas e respostas muito bem esclarecedoras, e, com isso, os técnicos puderam colher informações relacionadas com os métodos de prevenção e de combate à doença, tais como ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado, praticar actividade física, não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Durante a palestra, a oncologista lamentou o facto de em Angola haver apenas um único hospital que lida com a questão do cancro e havendo apenas um urologista, o que tem contribuído, em grande medida, para o desencorajamento de muitos pacientes que acorrem à sua instituição, pois as listas de espera são enormes e a chamada tem sido morosa. Porém, acrescentou que, para mitigar essa situação, se tem optado por indicar outros hospitais onde há urologistas, sendo o Hospital Américo Boavida a indicação recorrente por haver um excelente serviço de urologia. Segundo Hélder Leonardo, Técnico Administrativo, a palestra foi muito gratificante e o que lhe chamou a atenção foi o facto de a palestrante dizer que a doença não tem cura quando está no estágio avançado, tendo recomendado o toque rectal a partir dos 40 anos, sendo, apesar de invasiva, a forma mais eficaz de diagnóstico. No decurso da actividade, a palestrante salientou, lamentando, o facto de, hodiernamente, serem diagnosticados jovens com cancro da próstata, o que não se verificava há anos. Por isso, aconselhou a investir-se na precaução, sendo a realização do teste o primeiro passo e a mudança do estilo de vida o passo subsequente. E nesta ordem, em jeito de motivação colectiva, Correia Samuel, 1.º Secretário da Comissão Sindical da IN-E.P., acrescentou dizendo «mais vale um toque rectal do que o toque da morte». Esgotadas quase duas horas de boa interacção, a actividade terminou, ficando o compromisso de cada um, entre os 72 técnicos presentes e 8 técnicas, realizar o teste e incentivar os parceiros, amigos e familiares a fazerem-no também.

Deixe seu comentário