FÁTIMA VENTURA: A DECANA DOS RESPONSÁVEIS DA IMPRENSA NACIONAL

16 ANOS NA LIDERANÇA DE PRODUTORES

É indubitavelmente a responsável mais antiga do universo dos responsáveis da instituição gráfica centenária. Entrou na Imprensa Nacional-E.P. em 2008 e logo tomou as rédeas da Área de Personalização, na qual, apesar das diversas mutações estruturais sofridas, nomeadamente orgânico funcionais e técnico-operacionais, continua de pedra e cal, mercê do grande afinco e abnegação ao trabalho e do espírito de liderança que são realçados de forma unânime pelos seus antigos e novos companheiros de percurso laboral eivado de desafios permanentes, muitos ocupando cargos de destaque na Organização, salientando Neid Guimarães (Directora Comercial e Captação de Negócios), António Januário (Director de Compras e Logística), Henrique Maria (Coordenador do FUSTIN) e Formosa Bumba (Chefe da Loja do Nosso Centro).
Falamos de Maria de Fátima da Cunha Ventura, a Fatinha para os mais próximos, pois na Imprensa Nacional-E.P., podemos, sem pestanejar, apostar em todos, tendo em conta o seu trato fácil e solidário que cativa qualquer um que cruza o seu caminho. «É um poço de bondade, solidariedade e cumplicidade que faz das relações laborais e interpessoais únicas, bem como o ambiente circundante mais aprazível», confidenciou ao BIIN Leonardo Pinto, Chefe da UGS (Unidade Gráfica de Segurança), por sinal seu superior hierárquico imediato.
Fatinha foi a escolhida para o pontapé de saída da rubrica «Entrevista», tendo em atenção o exposto, mas sobretudo a alcunha «Mãe» que conquistou dos seus jovens liderados devido ao seu afecto maternal e de liderança laboral, assim como conselheira motivacional, factores essenciais para o trimestre que enquadra a data da família como sustentáculo referencial.
Convidamos o leitor a percorrer a conversa desinibida, sem tabus nem complexos, com essa generosa produtora
do estacionário e dos documentos de alta segurança. Sempre exibindo o seu sorriso jovial que denota sinceridade na abordagem, a Coordenadora da Área de Personalização debruçou sobre a sua admissão, as transformações precisas na Organização ao longo da sua trajectória laboral, os ganhos editoriais e reformistas da DEP (Direcção de Edição e Publicação), as inovações e modernização do consulado do PCA Lando Teta, no qual salientou o processo de formação contínua, quer interna quer externamente, como um handicap substancial de afirmação evolutiva. Acompanhe:
BIIN — Como é da praxe, Fatinha, nestas ocasiões, como ponto de partida, gostaríamos de saber o seu BI laboral?
Fátima Ventura (FV) — Estou na Imprensa Nacional desde 2008. E desde que entrei até agora, sempre estive na Área de Personalização.
BIIN — Desde 2008, estamos a falar de 16 anos. Como a Fatinha caracteriza o grau de crescimento da IN-E.P. desde o período que está aqui, tendo como base o nível da tecnologia, do capital humano e de produção?
FV — Sem comparação. Posso até dizer que, naquela altura, tudo era feito de forma arcaica. Todos nós temos consciência disso. Hoje eu posso dizer que estamos numa Imprensa renovada, uma Imprensa actualizada em tudo. Portanto, não só com os recursos humanos, mas também com os meios de trabalho. Posso dizer que estamos já um bocadinho mais avançados ou mesmo avançados. Há muita diferença, crescemos bastante.
BIIN — Em relação ao capital humano também pensa a mesma coisa? Quanto ao nível de formação académica, técnico- profissional e do ponto de vista social. Diz-se que, houve um período em que a IN-E.P. era uma das melhores empresas a nível social, inclusive possuía um fundo social robusto. Encontrou isso?
FV — (sorrisos) Não, já não encontrei. Bem, a minha mãe passou por aqui e eu sempre me actualizei de como é que foi, como é que era a Imprensa. Então, eu até acho que no tempo dela foi melhor desse ponto de vista. Por exemplo, no tempo do capaz, né? E me lembro que, quando alguém fosse reformado, ainda tinha mais direitos. Tudo bem que isso é nacional, né? Ela tinha direito a levar aquele valor que facilitava a arrumar algum negócio. Enfim, até ali. Posso dizer que, quanto ao capital humano, não é? nesse ponto, está razoável, está nas ordens. Já há mais técnicos, pessoas com mais formação. Em anos anteriores, havia pessoas mais idóneas, pessoas mais velhas. Portanto, quando entrei, havia muitos mais velhos na Imprensa, mas com o tempo, os mais velhos foram-se aposentando. Agora há muitos mais jovens.
BIIN — Desde 2008, beneficiou de alguma formação, tanto off job ou on job, portanto, dentro da empresa ou fora dela?
FV — Eu estive em uma formação. Já não me lembro muito bem como é. Mas, foi uma formação de 15 dias, no CEFOJOR, e teve grande sucesso.
BIIN — Relacionada com a sua formação
específica?

FV — Sim, relacionada com o processo de trabalho. Senão, as demais formações foram por aqui mesmo, entre nós, sobretudo internet e outras curiosidades tecnológicas. Aí fomos andando.
BIIN — Se lhe pedissem para fazer uma comparação rápida entre o reinado da Imprensa Nacional nos últimos seis anos, do mandato do Dr. Lando, o que a Fatinha diria? A nível de desenvolvimento, de inovação, houve alguma transformação? Disse que houve uma transformação radical.
FV — Desde que entrei até agora?
BIIN — Não, nesses últimos anos. Como é que enquadra? Porque qualquer PCA tem o seu processo de gestão, de actuação. E vemos que o actual PCA apostou na produção literária. Está aqui nessa área estratégica, acha que o plano de actuação tem surtido os efeitos desejados?
FV — Sim, melhorou muito. Com o nosso PCA actual, cresceu, não vou dizer a 100%, mas cresceu muito, muito mesmo. Agora está no nível superior, aceitável. Tenho fé que continuaremos a crescer, estamos a crescer todos os dias, porque vejo que as formações têm ocorrido até agora. Não comigo, com a minha área apenas, mas os outros colegas têm estado em formações. Por exemplo, temos a ENAPP, que agora, basicamente, temos uma parceria: produzimos para eles as folhas de prova, os concursos públicos, e, em troca, eles nos oferecem a formação. Eu até tenho fé, o meu chefe já disse que também estarei lá na formação, acho na próxima semana, pois ele veio de lá na semana passada. Esteve lá duas semanas de formação. Então, até aqui, está muito bem.
BIIN — A Fatinha vislumbra, após a reforma, a Imprensa Nacional no pico do iceberg?
FV — Da minha reforma? Eu sei que, até lá, muita coisa já estará muito além do que estamos hoje. A tendência é aquilo que o PCA diz! Está a trabalhar, não está mais além. Mas estamos no bom caminho. Até aqui, estamos no bom caminho. Tenho fé que, até chegar a minha reforma, sairei bem feliz.

BIIN (Observação) — Na verdade, nós também pensamos que a Imprensa Nacional cresceu muito a longo do tempo. Eu estou aqui desde 2004, por isso é que o Leo (Leonardo Pinto) ficou espantado quando disse que entrou em 2008 …
FV — Entrei em 2008, sim.
BIIN (Observação) — Não sei porquê, mas tinha a impressão que a Fatinha já estava aqui há um tempo maior …
FV — Talvez devido, em alguma forma, à familiaridade, porque a minha mãe como funcionou na Imprensa, eu estava sempre aqui. Se calhar me via também. E, de alguma forma, fomos… não sei se alguma vez nos cruzámos aqui, mas eu já sentia a Imprensa familiar. Não sei se conheceste o João, meu irmão, trabalhava aqui na Offset (acenei com a cabeça). Vocês chamam de Joãozinho (João Jesus). E ele e o Renato, que está aqui na UGS, ainda frequentaram a Creche. O meu irmão, que está depois de mim, também, mas eu já não entrei. Então, era aquela coisa. Eu frequentava cá a casa sempre e vocês me viam como filha de casa. Daí, posso dizer, quando me dizes que já me vias, acho que era a minha frequência.
BIIN (Observação) — Bom, na verdade, é a primeira entrevista que será inserida no Boletim. Pretendemos colher depoimentos de pessoas que consideramos influentes nas diferentes áreas com um percurso e concluímos que seria uma mulher da UGS, a área do dinheiro e tudo mais (risos), para uma entrevista rápida. Por isso, solicitei que ficasse à vontade. O essencial ficou dito. No fundo, pretendíamos sentir os níveis de desenvolvimento da Instituição desde que está aqui. Pensávamos que estava há mais tempo …
FV — Como disse, desde que entrei, estou na Área da Personalização. Já entrei como Chefe de Secção e permaneço como Coordenadora hoje, posso me considerar a chefe mais antiga. Sempre fui chefe ou responsável, sempre, até hoje. Eu posso me considerar a Chefe de Secção, Coordenadora agora, mais antiga da Imprensa Nacional. Sinto-me feliz. Eu penso que a direcção, o Conselho sempre teve confiança em mim, no meu trabalho, ele acredita. Eu acho que sim. Por isso, eu mantenho-me até agora como chefe.

BIIN (Observação) — E também porque a Fatinha consegue trazer bons valores aos funcionários sob a sua alçada. Tanto é que eles estão nos patamares de grande responsabilidade. Significa que, além da formação académica, a formação profissional e os valores influenciaram nessas subidas. Estamos a falar dos Directores Januário e Neid, sobretudo os dois.
FV — Sim, Januário, Neid e outros. A Etiandra, já não está cá, o Peterson, a Formosa, o Henrique também. Pois, todos meus filhos.
BIIN (Observação) — Muito obrigado por essa primeira entrevista. Nas outras edições serão outros colaboradores com percursos e arcaboiços relevantes.
FV — É já para esse número do boletim? (acenei conformar). E qual será o título? (declarei que não se pode adiantar). Preferia que desse a mãe simpática, a mãe com os filhos! Há sempre … não sei, dizem que a tia Fatinha trás sempre uma palavra de apreço, uma palavra de encorajamento. Tia Fatinha ajuda sempre. Tia Fatinha não deixa ninguém confuso. Assim, nesses termos, né? A Tia Fatinha sempre com o sorriso no rosto, mesmo com problemas. Enfim, Tia Fatinha põe pessoas com problemas a rir. Recebo também algumas chamadas dos colegas para motivação e atendo-os. Não só me sinto como mãe dos colegas. Sinto- me bem, reconfortante, primeiro, apesar de sentir-me chefe, não carrego só peixes na minha rede pelo cargo de chefia. Também tenho o outro lado, que se calhar é o maior, né, que carrego. O lado de interação e harmonia com os colegas.
BIIN (Observação) — Aí vai a diferença entre ser chefe e ser líder. Não é uma chefe qualquer, já é uma líder…
FV — Estou aqui, nunca tive problemas com os colegas, nem com ninguém. Sempre estive aí como exemplo. Aliás, não sou eu que deveria dizer essas palavras … sou suspeita. Acho que as pessoas de fora é que deveriam classificar.

BIIN (Observação) — Nós também sabemos, apenas estamos a ouvir. Uma coisa é a Fatinha dizer, outra é nós sabermos o que dizem a seu respeito. Por isso, eu toquei em Januário, Neid e outros. Se todos chamam Chefe Fatinha até hoje, significa alguma coisa!
FV — Há muitos que quiseram vir trabalhar na minha área. Acham que é uma área tranquila. Não que o trabalho seja tranquilo. O trabalho é mesmo aquele de pressão, stressante. Mas, é o ambiente em si. Acham que eu tenho isso, proporciono isso. Trabalho sim, mas também tem aquele lado humano, sensível, que é importante no trabalho. Assim eu consigo ter os meus colegas mais próximos. Não tenho problema de sabotagem no trabalho, nem mau desempenho. Não tenho preguiça. Todo o mundo está ali para dar o litro. Sim, todo o mundo está motivado. É nesse lado em que me revejo. Quando vejo colegas com problemas em outras áreas, sinto-me mal. Gostaria que as pessoas também tivessem um bocado desse lado, o lado humano.
BIIN (Observação) — O carácter conta, Fatinha: educação, berço, são imperativos de liderança. Há uns que não têm e confundem chefia e disciplina/rigor com arrogância e petulância. Muito obrigado pela disponibilidade, muito obrigado por tudo, Fatinha.
FV — Qualquer coisa que faltar aí é só ligar, estou ao seu dispor …
BIIN (Observação) — Não falta nada para um texto de uma página e meia. É suficiente. O essencial é que conta.
FV — Acho que falei pouco! Então, é só vocês enfeitarem com o vosso português. O Dr. Hermenegildo está aí, você está aí, aqui o meu caçula (Edivaldo) também. Ah! e falar do Dr. Hermenegildo, com ele cresceu aquela área. Estão a dar conta?
BIIN — De quê, do crescimento? Nós estamos lá dentro Fatinha (risos).
FV — Às vezes, é como um filho, vocês, por exemplo, de dentro podem não dar conta, mas os de fora, sim. Vou só falar de mim. Eu dei conta, dou conta, que cresceu muito a vossa área, principalmente em relação à interacção e ao ambiente saudável, mudou muito. Olha, quando passasse por aí, quando fosse lá ver alguma situação, até eu, que estava em visita, tinha que ficar de sentido. Assim, muito silencioso, e todo o mundo, os olhos … só … focado, direccionado ao computador. Ninguém olhava nem para a pessoa que chegou. Eu dizia: meu Deus, aqui! Era entrar e sair bem rápido. Quer dizer, o clima era, assim, hostil. Era uma coisa muito pesada, muito dura. Eu não gostava de ir ali. Mas agora, sim senhora, o Abel, o Dr. Hermenegildo e todas as pessoas ali. Conheço muito bem. Nossa!!! Revolucionaram aquilo, está muito, mas muito bom aquilo. Valeu muito, vai crescer mais. O Dr. Hermenegildo como pessoa, por acaso, eu gosto muito. Eu lembro-me quando eu entrei na época do óbito. Naquela altura, naqueles dias, quando eu vim apresentar-me, cruzámos ali no pátio. E penso que ele viu assim… eu não sei, é só ele que pode dizer. Acho que sim. E depois de uns dias, procurou-me e disse que tinha alguma coisa para me dar. Dias depois, deu-me umas brochuras. A minha família é Testemunha de Jeová e usa brochuras bíblicas. E ele deu-me duas que me alimentaram bastante. Ainda está aí por cima da mesa. Eu acho que, naquela altura, ele viu mesmo o que eu precisava e deu-me de acordo com aquilo que precisava. Acertou. Li aquilo não sei quantas vezes. Até hoje está aí. Serve já de Bíblia. Fui lendo e gostei muito. Depois procurei por ele e agradeci. Disse-lhe que me revia naquelas brochuras. Vi que ele tinha coração. Vi que era daquelas pessoas que não precisava de falar. Eu acho que ele é silencioso, mas que acerta. Ele é mais observador. Nem precisou termos uma conversa. Simplesmente ofereceu um livro. laboram directamente com ele, ficamos regozijados.
FV — No campo técnico, também é um bom profissional. A Imprensa ganhou muito com ele. A Imprensa cresceu muito com o carácter que ele tem. Oxalá que ele continue mais tempo, mais anos e muitos anos. Ele é inteligente. Gostaria de aprender só ¼ (um quarto) do aprendizado que ele tem. No contexto geral, o Dr. Hermenegildo é um expert.
FV — Há muitos que quiseram vir trabalhar na minha área. Acham que é uma área tranquila. Não que o trabalho seja tranquilo. O trabalho é mesmo aquele de pressão, stressante. Mas, é o ambiente em si. Acham que eu tenho isso, proporciono isso. Trabalho sim, mas também tem aquele lado humano, sensível, que é importante no trabalho. Assim eu consigo ter os meus colegas mais próximos. Não tenho problema de sabotagem no trabalho, nem mau desempenho. Não tenho preguiça. Todo o mundo está ali para dar o litro. Sim, todo o mundo está motivado. É nesse lado em que me revejo. Quando vejo colegas com problemas em outras áreas, sinto-me mal. Gostaria que as pessoas também tivessem um bocado desse lado, o lado humano.
BIIN (Observação) — O carácter conta, Fatinha: educação, berço, são imperativos de liderança. Há uns que não têm e confundem chefia e disciplina/rigor com arrogância e petulância. Muito obrigado pela disponibilidade, muito obrigado por tudo, Fatinha.
FV — Qualquer coisa que faltar aí é só ligar, estou ao seu dispor …
BIIN (Observação) — Não falta nada para um texto de uma página e meia. É suficiente. O essencial é que conta.
FV — Acho que falei pouco! Então, é só vocês enfeitarem com o vosso português. O Dr. Hermenegildo está aí, você está aí, aqui o meu caçula (Edivaldo) também. Ah! e falar do Dr. Hermenegildo, com ele cresceu aquela área. Estão a dar conta?
BIIN — De quê, do crescimento? Nós estamos lá dentro Fatinha (risos).
FV — Às vezes, é como um filho, vocês, por exemplo, de dentro podem não dar conta, mas os de fora, sim. Vou só falar de mim. Eu dei conta, dou conta, que cresceu muito a vossa área, principalmente em relação à interação e ao ambiente saudável, mudou muito. Olha, quando passasse por aí, quando fosse lá ver alguma situação, até eu que estou em visita, tinha que ficar de sentido. Assim, muito silencioso, e todo o mundo, os olhos … só … focado, direccionado ao computador. Ninguém olhava nem para a pessoa que chegou. Eu dizia: meu Deus, aqui! Era entrar e sair bem rápido. Quer dizer, o clima era, assim, hostil. Era uma coisa muito pesada, muito dura. Eu não gostava de ir ali. Mas agora, sim senhora, o Abel, o Dr. Hermenegildo e todas as pessoas ali. Conheço muito bem. Nossa!!! revolucionaram aquilo, está muito, mas muito bom aquilo. Valeu muito, vai crescer mais. O Dr. Hermenegildo como pessoa, por acaso, eu gosto muito. Eu lembro-me quando eu entrei na época do óbito. Naquela altura, naqueles dias, quando eu vim apresentar-me, cruzamos ali no pátio. E penso que ele viu assim … eu não sei, é só ele que pode dizer. Acho que sim. E depois de uns dias, procurou-me e disse que tinha alguma coisa para me dar. Dias depois, deu-me umas brochuras. A minha família é Testemunha de Jeová e usa brochuras bíblicas. E ele deu-me duas que me alimentaram bastante. Ainda está aí por cima da mesa. Eu acho que, naquela altura, ele viu mesmo o que eu precisava e deu-me de acordo com aquilo que precisava. Acertou. Li aquilo não sei quantas vezes. Até hoje está aí. Serve já de Bíblia. Fui lendo e gostei muito. Depois procurei por ele e agradeci. Disse-lhe que me revia naquelas brochuras. Vi que ele tinha coração. Vi que era daquelas pessoas que não precisava falar. Eu acho que ele é silencioso, mas que acerta. Ele é mais observador. Nem precisou termos uma conversa. Simplesmente ofereceu um livro.
BIIN (Observação) — Oba oba, depoimentos profundos e como técnicos que laboram directamente com ele, ficamos regozijados.
FV — No campo técnico, também é um bom profissional. A Imprensa ganhou muito com ele. A Imprensa cresceu muito com o carácter que ele tem. Oxalá que ele continue mais tempo, mais anos e muitos anos. Ele é inteligente. Gostaria de aprender só ¼ (um quarto) do aprendizado que ele tem. No contexto geral, o Dr. Hermenegildo é um expert.