FUSTIN — BALANCETE DO IV TRIMESTRE DE 2023
A FALTA DE LIQUIDEZ QUE CAMINHA COM O FUNDO
O número total de Solicitações do IV Trimestre das actividades do FUSTIN (Fundo Social dos Trabalhadores da Imprensa Nacional) caiu para 24 relativamente às 83 do penúltimo trimestre de 2023, que se pode aferir no quadro em análise, assim como do seu homólogo comparativo (i.e, o III Trimestre). No mesmo prisma de abordagem dos dados postos à disposição dos trabalhadores, via BIIN, o número de Solicitações por Doença teve uma evolução de 6,41% (15,85% versus 22,26%), mas apesar dessa estrondosa queda de quase 200%, no concernente às solicitações derivada da
falta de confiança nesse órgão de crédito, o Coordenador do FUSTIN, Henrique Maria, considera o desempenho da actividade da instituição que dirige no IV Trimestre de 2023 como satisfatória, salientando um total de recebimentos no valor de Kz: 3 181 088,00, dos quais Kz: 2 051 500,00 referente aos reembolsos de empréstimos concedidos aos trabalhadores, Kz: 1 073 150,00 referente à venda de desperdícios em papel e outros materiais em desuso e Kz: 56.438,00 referente aos juros sobre aplicação. Tal facto é derivado da ausência de um plafond regular, ou seja, «o Fundo vive a braços com a falta de liquidez trimestre sim, trimestre também, excepção feita no princípio do II Trimestre (Julho/23) com a
capitalização de Kz: 18 000 000,00 do CAD», permitindo o desafogo dessa instituição de crédito da Organização e a satisfação airosa de inúmeras solicitações dos colaboradores. O Gestor afirma que as perspectivas são animadoras para o presente trimestre e, consequentemente, para os demais devido ao desafogo financeiro que a Empresa tem estado a viver em consonância com as medidas económicas de estabilização gizadas pelo Executivo do PCA Lando Teta. Apesar de toda a convicção do Gestor do Fundo, a prática do dia-a-dia demonstra o inverso da moeda, consubstanciada em situação difícil e constrangedora para os colaboradores, os principais beneficiários do FUSTIN, criado pelo PCA no Despacho n.º 287/18, de 30 de Maio — publicado no Diário da República n.º 95/18, II Série, com o nobre e primário objectivo de melhoria das condições sociais e de vida dos trabalhadores. Por conseguinte, os trabalhadores afirmam que as Solicitações, sejam quais forem as tipologias, ficam uma eternidade para serem satisfeitas, ignorando-se até as urgências de saúde, ocasionando embaraços incalculáveis e afectando o desempenho psico-emocional do colaborador, a voltas entre o trabalho e a casa.
«É inadmissível que um trabalhador, aflito com a saúde do seu filho, solicite um crédito ao FUSTIN e fique três a quatro meses à espera», lamentou um colaborador desesperado, acrescentando que «algo não vai bem na gestão do nosso Fundo, porque não se aceita que ao se pedir um crédito nunca há liquidez, é um contra-senso». Esse posicionamento é corroborado por uma outra funcionária que aludiu ao facto da capitalização não se fazer sentir. «Se o CAD capitalizou o Fundo com Kz: 18 000 000,00, então como é possível não haver liquidez?, interrogou, visivelmente desiludida pelo desempenho do FUSTIN. Por esse facto alarmante e deprimente, os trabalhadores pretendem uma mudança urgente, à volta de 180º, no seu Regulamento e normas complementares, que foi, durante anos a fio, o pendor das acesas discussões e interrogações do mandato de Correia Samuel (2021-2023) e volta à ribalta como uma das teses fundamentais insertas no Programa de Acção do 1.º Secretário da Comissão Sindical, Paulo Kamufinga, sufragado nas urnas a 26 de Janeiro.
Por: António Mateus
ACTIVIDADES DO FUSTIN 2023

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