INDICADORES FINANCEIROS DA I.N:-E.P.

VENDAS QUE PREOCUPAM

A Direcção Financeira remeteu ao BIIN o Boletim de Desempenho no qual constam os Indicadores Financeiros da Instituição do I Trimestre do corrente ano, isto é, de Janeiro a Março, em que não se constata nenhum comentário referente à sua apreciação e perspectiva a curto, médio e longo prazos. Porém, como é da praxe, este veículo informativo interno esmiúça a tabela e traz à liça a sua avaliação cuidada por sectores.
Partindo do pressuposto, na visão do BIIN, que o desempenho airoso de uma organização se deve, na generalidade, ao nível satisfatório de cumprimento das metas programáticas de 3 (três) elementos fundamentais: Produção, Operação (Vendas) e Capital Humano, percorremos os números para aferir como a Imprensa Nacional-E.P. caminha no que às finanças diz respeito.
I
Efectividade
No concernente ao Efectivo — métrica relacionada com o Capital Humano, os Indicadores Financeiros fazem referência a uma Variação de Desempenho de 5%, no qual se nota um aumento do seu Efectivo de 14 colaboradores em relação ao período homólogo do ano transacto (294 versus 280), assim como um incremento da Produtividade Média por Colaborador de 27,29% e do Índice de Rentabilidade de 104,29%. De salientar, com enorme preocupação, que o Custo Operacional Médio por Trabalhador tenha desempenho negativo (-28,46%), resultante sobretudo do elevado grau de absentismo vivenciado na Organização.
II
Operações
2.1. Operações (Vendas) — Nesta rubrica, o Desempenho Trimestral indica um insatisfatório Resultado Operacional de -89,17%, muito embora haja um incremento do Volume de Vendas de 83,25%. Relativamente ao EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization), o nível de negatividade é assustador em todos os itens, o que se pode ser descortinado na tabela anexa a esse expediente de carácter obrigatório e corolário da transparência empresarial.
2.2. Rentabilidade (Vendas) — Se no capítulo de Operações de Vendas observamos o desempenho positivo no Volume e nas Margens, pese embora a negatividade acentuada no Resultado Operacional e em todos os itens do EBITDA, a Rentabilidade das Vendas situou-se num prisma de descalabro, com índices de mais de 85% nos 5 (cinco) campos que a compõem.
E a pergunta que não se quer calar …
Com níveis de vendas de alto pendor negativo, que estratégias imediatas para contorná-las?
III
Liquidez
A nível de Liquidez, há a salientar, com satisfação, uma caracterização operacional geral positiva de 67,05%, relativamente ao desempenho do período de 2022 (166,20% versus 99,49%), devido à sua Liquidez Seca, a qual se cingiu nos 62,23%. O desempenho poderia atingir o apogeu caso a Liquidez Imediata (Cash Ratio) não fosse sofrível, na ordem de -83,15%.
Assim, convidamos os colaboradores da nossa empresa, sobretudo os membros da Comissão Sindical, a «destapar» os números e analisar os meandros que podem alavancar ou comprometer a sua Satisfação Individual e a Satisfação Empresarial, fixando no seu nível de Endividamento cuja Autonomia Financeira teve uma variação acima de 100%, saindo de 18,52%, no I Trimestre de 2022 para 47,57% no mesmo período do presente ano.