INDICADORES FINANCEIROS
ESTACIONÁRIO E DOCUMENTOS ACADÉMICOS ACALENTAM VENDAS
O Gabinete de Planeamento, Estatística e Controlo da Gestão (GPECG) pôs à disposição do nosso veículo comunicativo o Boletim de Gestão no qual detalha, de forma profunda, os Desempenhos Operacional e Financeiro da Instituição no decurso do II Trimestre, assim como retrata, de forma indelével, os recursos humanos no que concerne ao género, composição etária, nível académico, área de trabalho e efectividade. Um trabalho estatístico de grande alcance, mas de fácil leitura e análise, no qual saltam à vista os comentários elucidativos das métricas dispostas, o que nos permite aferir as perspectivas de curto, médio e longo prazos, os constrangimentos, caso haja, para uma melhor satisfação, quer do nível operacional quer do nível financeiro, permitindo, assim, que o BIIN rebata a contento.
Todavia, tendo em conta os dados postos à sua disposição, essa revista interna de informação trás à liça, baseando-se na sua premissa de que o Capital Humano, a Produção e as Operações (Vendas) são os sustentáculos fundamentais de desenvolvimento de uma organização.
Com efeito, percorremos esses três elementos de análise e constatámos que:
I. PRODUÇÃO
1.1. A Produção Editorial, segmento cujo produto principal é o core business da Imprensa Nacional (o Diário da República), apesar de o ano estar em curso, apresenta — comparativamente ao ano transacto — um decréscimo de 62% (menos 6.760 págs.) em relação às Páginas Editadas da I Série, ao passo que, nas II e III Séries, verifica-se o oposto, ou seja, um acréscimo de 228% (mais 5.424 págs.) e 0% (mais 32 pags.), respectivamente.

De acordo com o documento, e tomando em atenção o relatório da Direcção de Edição e Publicação (DEP), «a Edição do DR destacou a diminuição considerável na demanda face ao período homólogo do ano passado para a publicação na I Série, contrariando o aumento nas II e III Séries, por conta da campanha proveniente dos Departamentos Ministeriais, como foi o caso do Ministério da Saúde, na obrigatoriedade de publicação de todas as unidades sanitárias a partir dos finais do ano transacto».
Outro quesito que importa realçar é o atinente ao Tempo Médio de Edição do Diário da República, cujo «pecúlio» apresenta registos negativos nas três séries comparadas com ano de 2022 na ordem dos -39%, -28% e -4%, respectivamente.

1.2. Produção Gráfica
A nível desse Subsector de Produção, os dados elencados apresentam, na generalidade, um desempenho de 95%. Porém, apesar dessa percentagem acima do nível recomendado de satisfação e eficiência (90%), o GPECG adverte sobre o facto de a unidade estar ainda ociosa, atendendo a capacidade de produção instalada.
Por conseguinte, realça-se a produção acima de 100% de dois produtos de extrema importância para o desenvolvimento da Organização e do País, em geral. Falamos do Estacionário, com uma taxa de produção de 112%, e dos Livros Escolares, com a cifra de 172%, enquanto que os Modelos e Formulários tiveram desempenho negativo na ordem de -89%. Outrossim, a evolução da produção no II Trimestre perspectiva um desempenho francamente positivo que se pode aferir na tabela abaixo:



II. Operações (Vendas)
Nessa Rubrica, o desempenho concernente ao II Trimestre faz alusão às Vendas Acumuladas que tiveram um registo de -45% comparativamente ao período homólogo de 2022, no qual a diminuição das Vendas Grossistas (-52%) e o aumento ligeiro das Vendas a Retalho em 9% foram os principais factores do retrocesso operacional.
Não menos relevantes nesse desempenho referente às Vendas, as Publicações, com 75 928 828, e os Formulários de Trânsito, com 47 112 438, e Diversos, com 29 062 183, lideram significativamente os Produtos Mais Vendidos nas Lojas, ao passo que o Estacionário, com 245 858 712, os Documentos Académicos, com 272 418 749, e os Livros Académicos, com 137 727 606, destacam-se dos demais Produtos Grossistas mais Vendidos.
É caso para se dizer que a aposta do CAD na Produção Literária Académica está a ser ganha.
III. Capital Humano
Relativamente aos Recursos Humanos, o Boletim de Gestão faz uma incursão substancial sobre o potencial humano da Instituição, fazendo alusão que, até 30 de Junho do corrente ano, a Imprensa Nacional-EP possuía 290 trabalhadores, sendo 109 do sexo feminino e 124 com idades compreendidas entre os 30 e 39 anos, e 15 com menos de 30 anos. Sendo assim, conclui-se que, nesses quesitos, o Género está em voga e o Futuro consolidado.

Ademais, a nível académico, a empresa apresenta 28,9% de quadros de nível superior e 49,7% de funcionários com o II Ciclo do Ensino Secundário e/ou a frequência do Ensino Universitário, pelo que se antevê um desenvolvimento sustentado, tendo em consideração o nível tecnológico dos equipamentos implantados e os 78,6% de colaboradores com a instrução necessária para o cabal manuseamento delas, possibilitando o alcance das metas programáticas.

IV. Desempenho Financeiro
Os valores monetários são sempre determinantes para o alcance das metas. Por isso, o BIIN traça as suas nuances e perspectivas. Por consequência, a nível do Desempenho Financeiro, salientamos, com profundo agrado, uma caracterização positiva do Activo Corrente de 51,20%, ao passo que no período homólogo teve desempenho na ordem de pouco mais de 35%, como se pode aferir na tabela que é parte integrante da presente resenha.
No que concerne ao Passivo Corrente, nota-se um incremento de 64,82% em relação ao desempenho do mesmo período de 2022 (64,82% versus 10,00%). Pelo que nos foi dado a observar, pensamos que o desempenho geral da nossa Instituição, apesar dos constrangimentos subejamente conhecidos e amplamente referenciados, apresenta um saldo positivo.
Convidamos todos os colaboradores da Imprensa Nacional-EP a esmiuçar os dados do GPECG, sobretudo aos a si relacionados, a fim de perceber os pontos fracos e engendrar técnicas e tácticas profissionais de eficiência e eficácia para a mudança do quadro com o fito de satisfação empresarial e, consequentemente, geral.

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