LUAMBA DISTINGUIDO «ESCRITOS PALIATIVOS» JÁ NA GALERIA DE PRÉMIOS
O escritor Luamba recebeu, no dia 2 de Dezembro, no Espaço Tululuka, nas mãos do Presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional-E.P., Lando Sebastião Teta, o cheque no valor de Kz: 1 000 000,00 referente à conquista da 4.ª Edição do Prémio Imprensa Nacional de Literatura 2022 pela sua obra «Escritos Paliativos».
Na ocasião, Lando Sebastião Teta enfatizou a relevância da 4.ª Edição do Prémio por ser o primeiro com autores consagrados, mas com obras inéditas, felicitou o laureado pela conquista de tão prestigiante prémio que constitui já uma marca no mosaico literário e cultural angolano.
A obra, que bateu a concorrência de 10 candidatas ao prémio, chegou ao leme à custa de «alguma consciência estética do autor empírico, assente na linguagem das suas personagens — a mulher, a zungueira anónima, por exemplo, sinalizando códigos de insolvência das famílias, de situações do quotidiano.», de acordo com o Júri composto pelo académico Manuel Muanza — Presidente, David Capelenguela e Joaquim Martinho, ausentes da singela, célere, mas significativa cerimónia por imperativos pessoais.

Por conseguinte, a declaração da obra vencedora foi proferida pelo Coordenador do Prémio, Hermenegildo Seca — Director de Edição e Publicação, que enalteceu «o extraordinário apego do autor à valorização do imaginário cultural angolano» e fez referência ao cumprimento dos 3 (três) requisitos do prémio, nomeadamente originalidade, contributo para a cultura nacional e respeito pelas características canónicas do género literário Convidado a intervir, por Jeane Adão — Mestre de Cerimónia e Secretária do Conselho de Administração, o escritor aludiu ao facto de a sua obra ser escrita em um período conturbado, tenso e especial da vida individual, mas sobretudo colectiva, em que a sua percepção do medo versou na criação de movimentos, de rupturas e de instantes.
Devido à cultura do medo da Pandemia da COVID-19 naquela ocasião, concluiu no desejo de libertação do medo. Aliás, a relação medo/desejo foi por si realçada por diversas vezes.
Optimista quanto à História, Luamba confidenciou-nos que os momentos por si vividos o fizeram reexaminar os acontecimentos narrados na obra «O desejo deve transcender o medo!, por isso a escolha de Escritos Paliativos como título da obra», finalizou a sua abordagem curta, mas de elevado sentido humanista e sociológico, para gáudio dos presentes.
De salientar que, no âmbito do Centenário do Dr. António Agostinho Neto, a actividade iniciou com a declamação do seu poema «Partida para o Contrato», inserto no livro «Sagrada Esperança», pela Mestre de Cerimónia.

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csdcsc
9 de Janeiro, 2024Fala serio
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